Expedição


O príncipe Maurício de Nassau após ter rechaçado as tropas portuguesas para as margens do Rio São Francisco e achando-se seguro em Pernambuco, voltou suas vistas para os quilombos, dado o clamor crescente dos senhores de engenho e fazendas das vilas e povoações pernambucanas. E para não lançar-se a uma aventura de fatais resultados, sem conhecimento das terras e da organização palmarina, fez preceder os planos de ataque para reconhecimento dos quilombos e para isso encarregou Bartolomeu Lintz dessa missão, porém os palmerinos foram avisados .

Da formação desta expedição e se prevaleceram a tempo dos ataques holandeses, por este motivo Bartolomeu Lintz não pode desempenhar cabalmente as tarefa recebida do príncipe Maurício de Nassau. Como as noticias que chegavam ao governador sobre os negros e sua organização eram sempre concordes e com elas os clamores das populações rurais sobressaltadas para um ataque ao reino negro, o príncipe Maurício de Nassau não pode ser efetuar, devido o mesmo Ter sido substituído por Henrique Hous a frente do governo holandês em Olinda, que subestimando as informações provindas das populações e dos senhores de engenho e fazendas, por isto determinou a organização de uma expedição militar armada sob o comando de Rodolfo Bareo que era interprete do conselho da capitania de Pernambuco que já havia vivido entre os negros e que observara os seus modos e costumes, e de acordo com a sua consideração os negros não eram capazes de ato elevados propósitos guerreiros para uma reação vitoriosa diante das forças militar holandesas já experimentadas e cheias de glorias com as derrotas impostas aos portugueses.

Por isto em Janeiro de 1644 saia a primeira expedição holandesa contra os palmarinos que se encontravam no meio das matas as margens do Rio Gungouí aguardando o ataque dos holandeses no qual os negros dos palmares alertar aos negros e torná-los mais forte ainda, mais precavidos contra outras expedições futura, e daí o recuo para o coração da floresta e o sertão desconhecido e em 26 de Fevereiro de 1645, partiu para Salgados o Capitão .

Por isto em Janeiro de 1644 saia a primeira expedição holandesa contra os palmarinos que se encontravam no meio das matas as margens do Rio Gungouí aguardando o ataque dos holandeses no qual os negros dos palmares tiveram algumas perdas entre mortos e feridos,e o resultado dessa escaramuça de pouca monta serviu para Blaer com a sua gente a mando do governador das armas holandesas, esta expedição não atingiu a meta desejada.

Por isto em Janeiro de 1644 saia a primeira expedição holandesa contra os palmarinos que se encontravam no meio das matas as margens do Rio Gungouí aguardando o ataque dos holandeses no qual os negros dos palmares tiveram algumas perdas entre mortos e feridos, e o resultado dessa escaramuça de pouca monta serviu para alertar aos negros e torná-los mais forte ainda, mais precavidos contra outras expedições futura, e daí o recuo para o coração da floresta e o sertão desconhecido e em 26 de Fevereiro de 1645, partiu para Salgados o Capitão Blaer com a sua gente a mando do governador das armas holandesas, esta expedição não atingiu a meta desejada, não passando a sua ação, como a primeira expedição de simples escaramuças, de queima de casas de um quilombo abandonados pelos negros, e sem preocupação de restabelecer as forças, marchou para o coração do reino negro para ataca-los implacavelmente segundo diretivas militares e devido ao fato de que no quinto dia de marcha o comandante João Blaer Ter adoecido gravemente e de Ter sido substituído no comando pelo Tenente Jurgens Reijmbach até o final da missão, e devido ao estado de inquietação reinante em Pernambuco, o tenente recebeu ordem de recolher-se à Alagoas do Sul, sede de seu alojamento e por isto não levou efeito a nenhum combate com as forças do Rei Zumbi que se encontravam bem preparadas para combates nos grandes centros de resistência.

A proclamação de João Fernandes Vieira em 24 de Junho de 1645 fora de desastroso efeito para os holandeses e de prolongada trégua para os palmarinos que ficaram à margem dos acontecimentos e de quando em vez desciam dos altiplanos e queimavam os canaviais e destruíam e a partir de 1654 com a restauração de Pernambuco pelos portugueses após uma batalha incessante de vinte e quatro anos contra os holandeses e que os portugueses começaram a tratar de enfrentar os quilombos palmerinos que se tornaram um estado excrescente, um reino com todas as formas de governo em que os negros dispunham de uma grande independência de movimento, logo que se sentia perseguido, facilmente largavam o arraial onde se fortificavam para logo em seguir se juntar e fortificarem mais adiante, em lugar que se julgasse abrigados dos inimigos, compreendendo finalmente a impossibilidade de continuarem expostos à audácia dos negros por este motivo durante o período de 1654 a 1657 os portugueses realizaram vinte e cinco tentativas contra os domínios do Rei Zumbi. E no ano de 1657 a 1674 com a sucessão de governadores da Capitania de Pernambuco tornaram-se menos vigorosos os ataques aos quilombos palmerinos, por este motivo os negros se fortificaram e se tornaram mais combativos e vingativos e no ano de 1674 Dom Pedro de Almeida quando tomou posse da Capitania de Pernambuco comunicou às câmaras das vilas a sua determinação de destruir os Palmares e atribuiu a cada qual a sua contribuição em homens e armas e escolheu para comandar a primeira expedição o Sargento mor Manoel Lopes Galvão que em 21 de Novembro de 1675 partiu de Porto Calvo com uma tropa de duzentos e oitenta homens rumo as matas onde estavam alojados os negros em seus quilombos e em 22 de Janeiro de 1676 se deu o primeiro combate em uma populosa cidade bem guarnecida pelos aquilombados, e após duas horas de renhida peleja com perdas de ambos os lados a tropa de Manoel Lopes Galvão havia incendiado as casas e colocado os negros em fuga. Os negros que haviam fugido, e se agrupados em outro sitio em estado de pavor pelos ataque sofridos, foram novamente atacados com mais intensidade e sofrendo consideráveis perdas, os aquilombados sentiram consideravelmente o revés devido ao grande número de mortos e feridos que tiveram nestes dois ataques, por isto trataram de procurar outros locais para se estabeleceram e muitos negros dos quilombolas foram buscar seus antigos senhores, por não se julgarem seguros entre os seus naquele momento. Estas duas vitorias seguidas serviram muito para os portugueses, devido as grandes dificuldades em perseguir os negros em seus habitate, e que vieram a ser coroada de êxito o seu objetivo, por isto o governador Dom Pedro de Almeida tomou a resolução de prosseguir no seu objetivo. O governador mandou preparar psicologicamente os povos das vilas interessadas na formação de outra expedição que seria entregue a Fernão Carrilho, porem os homens simples do interior não viam no preador as qualidades apregoadas pelo governador pois o consideravam mais um intruso e feiticeiro do que mesmo um comandante de armas. Como às câmaras ficassem adstritas as despesas da expedição em homens e matérias, resolveram proceder um contrato por escrito com as condições preliminares a entrada sob o comando de Fernão Carrilho que lhes não inspirava confiança e que só por ordem do governador concordavam com o empreendimento e desta maneira teve inicio a formação da forca, com o preador Fernão Carilho encontrando grandes dificuldades em organizar a expedição punitiva aos Palmares e neste decorrer do tempo os negros palmerinos se fortificavam nas faldas da Serra da Barriga e francamente organizados nos pontos mais estratégicos e táticos do altiplano sob a direção de um judeu que penetrara no seu meio em busca de liberdade ampla e de proteção da natureza.

Dos primitivos Jagas chegados só restavam os sagrados ossos que eram veneráveis relíquias, reunidos à sombra de uma tatajuba frondosa e secular - arvore que se tornara sagrada para todos os quilombolas como o baabab africano,e todos os anos a corte negra se reunia a sombra desta e juravam aos seus deuses defender aqueles ossos sagrados que se tornaram milagreiros com o decorrer do tempo.